História das Resistências Elétricas

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Resistência elétrica é a capacidade física de qualquer corpo para se opor à passagem da corrente elétrica por ele. Quando há uma diferença de potencial aplicada entre as extremidades a corrente flui, mas dependendo do material a resistência à passagem dessa corrente elétrica pode ser maior ou menor. Quanto maior for a resistência oferecida pelo condutor, maior será o calor gerado no processo. Esse fenômeno aparentemente simples foi descoberto e estudado durante muitos anos, e a sua aplicação nos dias de hoje é imensa.

Passado notável

A primeira lei criada pela observação da resistência oferecida por esses condutores foi criada por George e Simon Ohm em 1827, mas na época a teoria não foi tão levada a sério. Os cientistas e acadêmicos da época não entendiam o processo em toda a sua abrangência e não conseguiam enxergar toda a aplicação daquela descoberta. O reconhecimento pelo seu trabalho apareceu apenas em 1849, quando a comunidade científica observou o seu trabalho de perto e lhe concedeu toda a honra. O agora renomado professor de física teve seu sobrenome eternizado na designação das leis que regem as resistências elétricas, nas suas medidas de capacidade. Hoje qualquer pessoa que estude as características físicas do funcionamento de uma resistência elétrica conhece a lei de Ohm, princípio básico no funcionamento de qualquer aparelho, máquina ou utensílio que faça uso dessas resistências.

Funcionamento básico

Uma resistência elétrica depende para o seu funcionamento de uma grandeza chamada resistividade, que basicamente é o impedimento que os seus átomos oferecem à passagem da corrente elétrica. Os elétrons qu

e se deslocam na passagem da corrente colidem o tempo todo com esses átomos componentes do material da resistência, e dessa colisão contínua é gerado o calor característico do processo. Essa resistividade pode ser quantificada no condutor de acordo com o comprimento da peça, já que ela será proporcionalmente maior quanto menor for a área da seção transversal. São levados em consideração para o cálculo dessa propriedade o material do condutor e a temperatura no ambiente em que o conjunto se encontra.

A elevação da temperatura nas resistências é um fenômeno conhecido pela física como efeito joule. Com o choque entre os elétrons da corrente contra os átomos do chamado retículo cristalino, há um aumento da energia cinética de todos esses átomos. O aumento dessa energia é percebido por nós pela irradiação de calor, irradiação essa que é aproveitada na utilização comum das resistências no seu emprego e necessidade. Em equipamentos especiais ainda existe a associação planeada de resistências, que pode aumentar a eficiência do circuito e as propriedades que são necessárias àquela operação.

Principais materiais

Os metais são os materiais normalmente utilizados para a confecção de resistências elétricas. Os metais oferecem boa resistência à passagem da corrente mas permitem o deslocamento dos elétrons pelo seu corpo, de forma mais ou menos facilitada. Nos metais os elétrons são livres, e o movimento ordenado desses elétrons formará a corrente elétrica necessária para o funcionamento das resistências. A prata é naturalmente maior condutor elétrico, mas comercialmente não valeria muito à pena criar pequenos componentes de máquinas e sistemas com a prata. Por isso utilizam-se materiais com o cobre, que também cumprem de forma satisfatória essa função, mas possuem um baixo valor no mercado, podendo ser comercializados com relativa facilidade.

O uso dos dias de hoje

As resistências elétricas são empregadas em larga escala nas indústrias e fábricas, em todas as suas formas e tamanhos. Existem resistências tubulares, tipo coleira, cartucho, resistências fundidas em alumínio, com capas térmicas e conectores em cerâmica, e muitos outros tipos de resistências empregadas para os mais variados fins. Muitas vezes as empresas ainda encomendam modelos e formas especiais de resistência, para que finalidades específicas sejam cumpridas em máquinas especiais ou operações distintas.

Nas casas e residências as resistências elétricas também são muito utilizadas, mesmo que as pessoas nem sempre saibam e observem. A resistência mais comum e utilizada em lares é a do chuveiro elétrico, responsável por esquentar a água para o banho cotidiano. Mas secador de cabelo, forno, cafeteiras, tudo isso funciona graças a uma resistência durável e eficiente, que apesar de escondida está sempre lá. As resistências atuam como os trabalhadores mais eficientes e essenciais de uma empresa: quando estão funcionando perfeitamente não são lembradas. As resistências elétricas, da mesma forma, são lembradas quando não funcionam ou quando têm que ser trocadas. Mas pelo seu mecanismo simples e material de qualidade na maioria das vezes elas são duráveis e eficientes, não deixando a desejar na função que lhes é proposta.


Publicado em: 14/02/2017

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