Tanques de GNV são fabricados em PA 6

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Uma poliamida (PA) 6 desenvolvida pela companhia holandesa Royal DSM (São Paulo, SP) poderá ser usada na fabricação de forros de reservatórios de pressão de alto desempenho, ideais pra serem utilizados como tanques leves de combustíveis movidos a gás natural comprimido (GNC), também chamado de gás natural veicular (GNV), ou a hidrogênio. A alternativa, segundo dados da companhia, reduz o peso dos tanques tradicionais, fabricados em aço, em até 70%.

Comercializada pela empresa sob a marca Akulon Fuel Lock, a PA 6 usada nesta aplicação contém aditivos em sua formulação que aumentam a eficiência da barreira a gás e oferecem uma resistência extremamente elevada ao impacto sob baixas temperaturas (até -60°C). Apesar do material ser considerado difícil de  ser soprado devido à resistência relativamente baixa de fundido da PA 6, este grade apresenta resistência à fusão suficiente para dar forma estável a tanques de até 2 metros de comprimento. No processo subsequente, o forro termoplástico é revestido com fitas à base de termofixos ou termoplásticos reforçados com fibras de vidro ou carbono.

Enquanto um tanque de aço tradicional de 40 litros pesa cerca de 60 kg, um tanque de compósito com revestimento em PA 6 pode pesar 20 kg. Para a indústria automobilística, cada 10 kg removidos de um veículo podem ser traduzidos em uma redução das emissões de um grama de CO² por km na estrada. Além de ser mais leve, o recipiente de compósito é mais durável que o de aço, tem melhor resistência química (à corrosão), e pode ser reciclado ao final de sua vida útil.

No Brasil ainda são poucos os veículos movidos a DNC ou GNV. E a maioria dos poucos veículos movidos a gás resultam de conversões realizadas em oficinas mecânicas particulares. Na Europa, no entanto, há incentivos para o uso do gás e as montadoras fornecem uma ampla gama de modelos de fábrica com a adaptação.

Fonte: Plástico indústrial


Publicado em: 14/02/2017

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